Hiroshima, Meu Amor

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 "Hiroshima, Meu Amor" é um filme obrigatório na vida de quem gosta da sétima arte. Desde as primeiras imagens já sabemos que estamos diante de um filme único. O que vemos é dois corpos nus, abraçados, emergindo de um banho de cinzas e tornam-se uma só, e aludem aos mortos de Hiroshima, às vítimas da bomba.

Foi um marco na história do cinema mundial e faz parte do movimento francês Nouvelle Vague. É um filme de sensibilidade, totalmente sensorial (deve ser sentido, não compreendido), é preciso deixar envolver-se na trama para captar todas as nuances que o filme oferece. O roteiro vibra sutilezas, recheado de significados mesclando história, amor, memórias, política e o horror da guerra. É impossível assistir e não ser contagiado pela tensão dos personagens, por suas incertezas quanto ao futuro e pela abordagem sobre o episódio da bomba atômica em Hiroshima. 

"Hiroshima, Meu Amor" é um filmes esplendoroso, único, perfeito, uma poesia que ganha movimentos. Fala sobre o amor, a vida e as lembranças, e principalmente, sobre os horrores da Segunda Guerra Mundial, sobre a detonação da bomba atômica em Hiroshima, em 1945. 

"Como você. Eu também tentei lutar com todas as forças contra o esquecimento. Como você, eu esqueci. Como você, eu desejei ter a inconsolável memória. Uma memória de sombras e pedras... Eu lutei decidida, com todas as forças, todos os dias, contra o horror de não mais entender o porquê de se lembrar. Como você... eu esqueci. Por que negar a evidente necessidade da memória? Ouça. Eu sei que vai acontecer de novo."

Título original: Hiroshima mon amour

Direção: Alain Resnais

Ano de lançamento: 1959

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